... e não estou sendo irônica, de jeito nenhum. Afinal, a graça de Londres é justamente o friozinho e a chuva, por que não? A coisa mais gostosa que tem é você se sentir como nos filmes onde mostra o Big Ben e a Waterloo Bridge, embaixo da garoa. Eu poderia ter ficado o dia inteiro parada no Victoria Garden, na margem do Thames, olhando pra aquela maravilhosa vista do rio, da London Eye e do Parlamento. Eu sentei ali nos banquinhos da margem e fiquei olhando, deu uma sensação de paz (apesar do protesto barulhento que estava tendo por ali) e tranqüilidade, que nem liguei pro meu casaco todo molhado. Não seria a mesma coisa se eu não tivesse me molhado. Sabe quando cai a ficha? Pois é, amanhã faz uma semana e só hoje me caiu a ficha. As fotos estão lindas, vão lá ver!
Depois, andamos mais um pouco em direção ao Whitehall, London Eye e Embankment e entramos nessa estação, para irmos a London Bridge (ficava um pouco longe demais para ir a pé, e estava ficando escuro). Eu tinha falado pro Carlos que eu queria sair ao meio-dia para poder ficar bastante nos dois lugares, mas ele enrolou até uma hora da tarde e a gente ainda pegou transito até Brixton, então, tivemos pouco tempo para ficar no centro (e eu também não queria voltar mais tarde). Enfim, chegamos a London Bridge Station e andamos mais um pouco em direção ao Thames para checar a belezura da Tower Bridge. Estava fechada para os barcos, portanto, a gente não viu ela se abrir, como nos filmes. Era fim de tarde já, a ponte estava começando a se iluminar. As fotos dali ficaram ótimas também. Ficamos mais um tempinho observando e a mesma sensação anterior tomou conta de mim. A margem do rio, seja na altura da Waterloo ou da Tower Bridge, me deixaram extasiada. É definitivamente uma das coisas mais bonitas que eu já vi na minha vida... e é de graça. Nenhum dinheiro no mundo pagaria o que eu senti naquele momento. O mexicano ficou me pentelhando, então eu resolvi que já era hora de voltar. Passamos por uma praça-mercado super chique na volta até a estação de metrô, onde tinha alguns pubs e restaurantes finos com vista para o rio e para a ponte. Uau!
Chegamos por aqui umas seis da tarde, eu fui pro banho e ele para o computador, pra variar. Ele é uma dessas pessoas que quase nunca fala com você perto das outras, mas na primeira oportunidade, começa a te encher o saco com coisas aleatórias... e em espanhol. Hoje, quando estávamos no Victoria Garden, eu falei pra ele que eu estava aqui para falar inglês e somente inglês, mesmo que eu entendesse português e espanhol, eu não queria saber disso. Ele insistiu. Eu também, eu sou teimosa! Eu disse pra ele que eu só responderia se ele falasse em inglês comigo, afinal, é para isso que estamos aqui, para aprender, não importa se ele falar errado, eu corrijo. Viemos todo o caminho falando em inglês, está vendo? Haha.
A Miss Pauline não está, a Akida (a filha simpaticíssima dela que eu conheci hoje de manhã) levou-a para sair o dia inteiro, já que amanhã é o aniversário dela. Não sei onde elas foram, pra falar a verdade, só sei que me disseram que voltam tarde, portanto, eu e o Carlos já jantamos e estamos cada um nos seus respectivos quartos. Ele acabou de entrar aqui, tive que parar de escrever por um momento para passar as fotos que eu tirei dele com a minha câmera para o celular dele, por Bluetooth. Cara folgado! Bem, ele já se foi.
E eu estou aqui. Falem comigo, minha gente! Amanhã não pretendo sair, quero dormir até tarde e fazer nada, pois segunda começa tudo de novo e é hora de explorar o norte. Terei Notting Hill e a Abbey Road pela frente. Você vão ficar sabendo de tudo... aah, e o meu CAE test na quinta-feira. Vou aproveitar para estudar um pouquinho amanhã...
Beijinhos!

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