terça-feira, 22 de dezembro de 2009

#Fact 15: Todo e qualquer cisne, em lugar público ou privado, aqui no Reino Unido, pertence à Rainha Elizabeth...

... e se (por acaso) você ferir ou matar um desses animais, você será detido e acusado inafiançavelmente de um crime hediondo. Sim, parece brincadeira, mas essa é a curiosidade máster de hoje que eu ouvi na minha produtiva aula de inglês. Nem a própria Annie se agüenta com os absurdos da lei britânica. Ela caiu na gargalhada, assim como todos nós... essa é a dureza dos países desenvolvidos, não tem mais o que inventar. Mas enfim, cuidemos dos cisnes da Rainha, afinal, não queremos problemas, certo?
Depois disso e de ter finalmente resolvido a minha acomodação para o próximo mês, fui com o Caio e a Clara até Angel, em Islington. É a estação de metrô cujas escadas rolantes são as mais altas de Londres (curiosidade inútil, mas enfim), foi legal. Andamos um pouco e eu achei meio monótona aquela parte da cidade... sério. É um lugar mais residencial, mas tinha umas lojinhas de “velharias” que tocavam musiquinhas natalinas em versões de jazz (foi a parte mais agradável do dia)... peguei um ônibus e fui pra Piccadilly. Aí eu me rendi ao bom e velho McDonald’s e aproveitei para comprar o presente do meu amigo secreto que será entregue amanhã. Comprei um daqueles enfeites temáticos com o Big Ben e a London Eye, envolto num globo de vidro e quando você mexe cai neve no brinquedinho... Hei! Eu gostaria de ganhar um desses! Parece brega e clichê, mas foi tudo que eu encontrei de bonitinho entre 5 e 10 libras (o que foi estipulado). Passei na Boots (que é uma drogaria que vende de TUDO) e (para vocês terem idéia que vende tudo mesmo), comprei um papel de presente lá. E um chocolate também. Sim, fui numa drogaria comprar papel de presente. Só aqui mesmo... Cheguei em casa e embrulhei-o myself... ficou bom, tá? Eu tenho dom para algumas coisas, ao contrário do que vocês pensam...
Na segunda-feira (choveu horrores, nevou horrores e choveu e nevou horrores ao mesmo tempo), fui na exposição “Beatles to Bowie: The 60s exposed” na National Portrait Gallery. No photos, sorry. Nas melhores exposições nunca é permitido... Tirando que era uma exposição de fotos, seria também meio inútil tirar fotos de uma foto. Mas eu gostei. Muito. O mais interessante eram as curiosidades que vinham junto com elas, fora todo o acervo de jornais e capas de discos de vinil de cada ano da década. Muitas coisas para contar, só que eu não vou, sorry. Sei que teve uma foto em especial, do Lennon e o Macca juntos (1967?), que me chamou muita atenção. Eu nunca tinha visto essa foto antes: eles pareciam um casal, mesmo, em sintonia, em branco e preto (dã, 98% delas eram em branco e preto, por que será?). Estavam lindos juntos, e muito charmosos! Eu adorei a foto... (não estou encontrando na Internet! Senão eu postava o link... tá vendo? É para isso que serve uma exposição, é cultura). Sai de lá (não me agüentei) com um livro de imagens “nunca” vistas dos bastidores dos garotos de Liverpool, tiradas pela Astrid Kirchherr (namorada do primeiro baixista dos Beatles - Stu Sutcliffe - e a mesma moça que fez o favor de inventar o Moptop), além de uma pulseira de resina gigantesca, preta com bolinhas brancas, da cara dos anos 60. Ufa. Ponto.
Amanhã, acho que me enfio num cinema de novo. Minha inspiração está acabando (sugestões são bem vindas, como aquela da Savile Row, no sábado), preciso começar a explorar o interior agora... O bom é que mamãe chega na quinta e vou ter companhia para conhecer mais lugares em London, if you know what I mean. Digo, os lugares mais interessantes, aqueles que uma senhorita de 17 anos não poderia ir sozinha... empolgada? Não, nem um pouco... rsrs.
See you!

sábado, 19 de dezembro de 2009

#Fact 14: Cuidado! Digestives (e ingleses) são viciantes...

... Não, eu não tenho nada melhor pra falar, a não ser de comida. Deixo as coisas que eu fiz hoje serem contadas pelas imagens em http://picasaweb.google.com/CellitaPilon/LondonSavileRowAndSoho# e pelos Tweets aqui do lado (caso você seja desavisado o bastante para não ter notado ainda: www.twitter.com/Cellita)
Bom, eu comi na Pizza Hut de novo. Mas o que fez o meu dia, literalmente, foi eu ter pedido uma pizza individual (4 pedaços) e ter ganhado uma média (6 pedaços) de graça, acompanhada com um sorriso e um “I’m sorry, but we didn’t have the individual one, so you get the medium for free” do garçom gatinho da Pizza Hut. Legal, não? Adoro quando essas coisas acontecem. Quero dizer, a pizza, claro. Hoje foi dia de sorrisos viu, pois antes eu passei no Pigalle Club, em Piccadilly, para perguntar sobre o show das Puppini Sisters que vai ter lá na véspera de Natal, onde eu e mamãe vamos passar a noite, e o recepcionista foi SUPER simpático comigo. Eu perguntei, depois de tudo, se eu poderia entrar lá, uma vez que eu tenho 17 anos (e, seria ilegal?). Ele me respondeu: “Of course you can, no problem, you just can’t drink okay?” e caiu na gargalhada. Juro, ele riu muito. Foi tão... natural. Eu ri com ele, agradeci e vim embora, me sentindo super feliz EU VOU PODER ENTRAR! Yay! Vai ser legal... os ingleses são gente boa. Mas eu estava falando de comida...
Quanto aos Digestives... bom... eu tenho um caso de amor e ódio com eles. Confesso que eu já estou meio enjoada deles, mas toda vez que eu vejo um na minha frete eu não resisto. O negócio é viciante, não estou brincando. Cuidado se você experimentar um dia. Deixo aqui (para quem entender), a descrição perfeita sobre eles, tirada da Revista Q:
“That’s true. It’s a fucker, like a crack biscuit. I can eat a pack in one go and my week of sanctimonious diet is gone in five minutes”. –  Tom (sabiamente).

Oh no! Se eu voltar dez quilos mais gorda, já sabem.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

#Fact 13: Blackout duplo até pode ser divertido em Londres...

Estamos no final do outono, já com cara de inverno. Mas eu nunca soube o que realmente era o outono antes de vir aqui. A gente aprende quando criança que o outono é quando as folhas caem das árvores, quando o dia tem a mesma duração da noite e as temperaturas são amenas. Pois bem, no Brasil, faz calor o dia inteiro, chove pra cacete e as árvores continuam verdinhas não importa quão forte é a ventania. E eu nunca reparei que o dia tem a mesma duração da noite. Mas enfim, aqui fica bem definido que é outono: nessa época, as arvores já estão peladinhas, os parques e ruas cheios de folhas amarelas e alaranjadas espalhadas por todo lugar e faz aquele friozinho no comecinho do final da tarde, sinalizando que o inverno está por vir. Este então, nem comento. Inverno pra mim tem que ter neve, logo, esse é o meu primeiro inverno oficial. Não tem nada que se compare a abrir a janela de manhã, logo quando você acorda, e ver que nevou a madrugada inteira, pois os telhados e ruas estão cobertos inteiramente de branco. É a coisa mais linda que eu já vi, depois do Robert Pattinson (not).
Ontem eu fui à St. Pauls’s Cathedral (onde a querida Princesa Diana e o retardado do Charles se casaram, segundo o papai). É a terceira coisa mais linda que eu já vi (depois da neve e do Robert Pattinson?)... a igreja por dentro é enorme, tem muitas imagens e esculturas, tudo em mármore e pedras chiquetosas. Subimos (eu e a Min) pelas galerias (tem que pagar 8,50 libras, se você é estudante. Senão, acho que são 10). São aproximadamente 200 degraus atee o “próximo andar” da Igreja, ainda dentro dela, de onde você vê a cúpula em cima e o pátio embaixo. Aí, você sobe mais uns 100 degraus e, já na parte externa, você consegue uma visão maravilhosa de Londres. Estava friiiiiio lá em cima! Estava ventando bastante também. Depois (não, ainda não acabou) você sobe mais 100 degraus estreitíssimos em caracol (odeio escadas em caracol, me deixam tonta) para, enfim, chegar ao topo. Vale todo o esforço. A visão da cidade naquele lugar é extraordinária... o frio também, mas não conta. Min e eu tiramos algumas fotos e fizemos um breve lanchinho. Foi cômico, porque o lugar é super estreito, cabem, sei lá, uns dez turistas só, um ao lado do outro formando um circulo, e eu e a Min na boa, jogando conversa fora e comendo Digestives como se nada estivesse acontecendo. As fotos ficaram lindas... invejem-me. (Fotos só de fora, dentro não é permitido).
            Na saída, passamos pelo “porão” da Igreja, onde tem algumas pessoas famosas (e algumas que eu nunca ouvi falar) dignamente enterradas, algumas homenagens e lembranças de soldados, especialmente os da Segunda Guerra. Vamos ver, Fleming (o cara que descobriu a penicilina) está lá, a Florence Nightingale (enfermeira da Primeira Guerra, que foi solidária o bastante para ganhar uma grande homenagem), alguns duques e outras pessoas importantes, além do Almirante Nelson. No porão, também, é onde fica um restaurante e um café, e uma lojinha de presentes (aliás, em TODOS os lugares que eu fui, seja museu, castelo ou igreja, tem sempre uma lojinha de presentes... é assim que eles fazem dinheiro por aqui). Foi interessante...
            Depois da catedral, “almoçamos” na Starbucks que tem logo na frente. Eu pedi (de novo) um panini e dividimos um chocolate quente dos grandes. Estávamos lá dentro quando nevou por dois minutos. É engraçado isso, é como se fosse uma garoinha de nada por um curtíssimo tempo, só que é gelo. Depois da Starbucks, andamos até o Guildhall e entramos no Clockmakers’ Museum (Museu do Relógio)... É de se notar que os ingleses curtem um relógio, é o que mais tem nessa terra! (depois de ingleses e colombianos, claro). O museu era pequenininho, do tamanho de duas ou três salas de aula, que dá pra olhar em  20 minutos. Tinha toda a historia dos relógios, os fabricantes importantes e para quem fabricavam, destaques de famosos relojoeiros de Londres nos séculos passados e o relógio que Isaac Newton tinha em sua mesa (de verdade!). Era do tamanho de um microondas (virado na vertical), todo em mármore esverdeado e não marcava somente horas e minutos: marcava o dia, o mês, o ano, as fases da lua, etc... (Zzz...)
            Cheguei em casa umas cinco da tarde e quando deu umas nove, tudo apagou. Estava frio, nevando um pouquinho e a Miss Pauline tinha saído. A única luz que tinha era de fora, das outras ruas e do meu laptop. Eu liguei pra mamãe e enquanto falava com ela a Akida entrou no meu quarto, pra me perguntar se estava tudo bem. Quando desliguei o telefone, desci e a encontrei no banheiro, acendendo velas. A gente ficou por lá fofocando um pouquinho e ela me disse que isso não costuma acontecer, mas que pela manhã já estaria tudo bem. Pois bem, eu fui dormir e pus meu celular para tocar às seis, como de costume. Se a luz tivesse voltado, a bateria do meu celular teria carregado e eu poderia ir para a escola feliz e contente como sempre. Mas como eu sou mais feliz e contente (e sortuda) ainda, a luz não voltou até então, o que fez a Pauline entrar aqui, me acordar meia hora depois do que eu deveria ter acordado e me perguntar se eu sairia hoje. Eu disse pra ela que meu despertador não tinha tocado porque a bateria do celular tinha acabado durante a noite (e não deu pra carregar)... Aí ela me disse que ainda estávamos sem luz e que o aquecedor não funcionaria... se eu iria sair hoje? Nem a pau! (claro que eu não fale isso pra ela). Simplesmente disse que eu tiraria o dia pra ficar dormindo mesmo, já que não ia dá pra fazer muita coisa sem luz (e conseqüentemente, sem internet). Ela foi pra escola, eu voltei a dormir. Quando acordei ao meio dia, já tinha voltado e tudo mais... Mas eu não saí mesmo assim.
Agora adivinha... A luz acabou de novo e eu não tenho nada pra fazer. Nesse momento, as duas não estão em casa e o Carlos está dormindo (pra variar um pouco)... Será que teremos jantar a luz de velas? Será que é por causa da neve? Será que eu vou tomar vergonha na cara e sair amanhã? ... hmmmm

(não perca o próximo capitulo!... se a luz voltar, claro).

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

#Fact 12: Se a chuva de Londres é doce, a neve é levemente salgada...


 (Quarta-feira, 16 de Novembro de 2009)

... não que eu tenha comido (para deixar bem claro), mas entrou um pouquinho na minha boca enquanto eu andava da escola em Holborn até a Leicester Square, onde eu planejei ver um filme hoje. O vento que vinha logo na minha direção empurrava os floquinhos de neve para dentro e espalhava-os também pelo meu rosto. Um sensação incrível! Senti um gostinho levemente salgado, mas isso não importa. Eu só precisava de um titulo legal pra hoje...
Parei no cinema e antes de tudo comprei meu ingresso para o filme “An Education” por 7,45 pounds! Absurdo geral, isso porque era a matinê mais barata e aqui a carteirinha do Rio Branco e nada é a mesma coisa – um adendo: como se a carteirinha do Rio Branco realmente fosse alguma coisa. Enquanto não começava o filme, fui almoçar na Pizza Hut, por lá mesmo. Eu estava LOUCA para comer pizza, aproveitei e fui hoje mesmo. Confesso que não estava tão ruim assim (acho que porque eu estava com fome) mas nada se compara a pizza de Sampa. Liguei pra mamãe de dentro do restaurante como querendo preencher um vazio, que talvez tenha sido preenchido durante o momento da ligação, mas nada se compara (também) à presença de uma pessoa tão querida... (Não vejo a hora de te ver por aqui, aliás, todos vocês!). Assim que eu desliguei, para enfeitar ainda mais a minha cara de choro, começa a tocar Keane dentro da Pizza Hut. Pra que... “This Is The Last Time” ... A pizza veio na hora certa...
O cinema, se tinha mais 6 pessoas era muito. Foi agradável, ninguém mastigando nada, nem bebendo nada, nem agarrando mais ninguém e além do mais, estava quentinho lá dentro. Foi um momento singelamente especial... não sei descrever. Minha primeira sessão de cinema na Inglaterra? Posso dizer que o filme foi fantástico... o tipinho de filme independente que a Marcella gosta e ninguém entende (...o filme e porque eu gosto dele)... Mais uma vez, um daqueles em que eu me enxerguei completamente dentro da vida da personagem principal, só que este teve o final bem mais realista e foi como um aviso para mim. Não vou contar, claro, mas eu peguei. Eu aprendi. E, acima de tudo, SEM LEGENDAS (isso me classifica como avançado em inglês?)... Vai saber!
Voltando pra casa, peguei um ônibus da Leicester até Westminster (sim, isso significa que eu passei pelo Big Ben de novo) e depois de Westminster até Streatham. Choveu e nevou o caminho inteiro. Curiosamente, no ônibus para Streatham, um homem entrou com um cachorro, daqueles grandes (até então eu não sabia que animais podiam freqüentar ônibus) e fez a festa do Upper Deck (eu estava no Upper Deck). Todo mundo rindo, latindo pro cão, tirando fotos dele e ele, despreocupadamente sentou (sim, ele sentou) no banco ao lado de seu dono a fim de observar a atraente paisagem londrina. Será que esse desavisado desse animal consegue reparar nos mesmos detalhes que eu reparo quando passeio pela cidade? Vai saber! (2)
Posso afirmar que hoje o dia foi de combinações superagradáveis. Primeiro a neve, o friozinho, a pizza, um cineminha... uma DIVINA “jacket potato” da Miss Pauline no jantar, chocolate, Caramels Digestives (os favoritos do Tom) e, para fechar a noite, o senhor Michael Bublé (o cara que certamente causa inveja até no Sinatra) cantou duas canções maravilhosas que eu simplesmente adoro para a Rainha Elizabeth na TV, enquanto eu assistia (ou como a Miss Pauline disse: babava) sem desgrudar os olhos da tela.

Poderia eu pedir mais alguma coisa?

sábado, 12 de dezembro de 2009

#Fact 11: Acordei para a vida. Agora é oficial...



"..Hey, I've got nothing to do today but smile.
Here I am...
The only living Girl in London Town
 Half of the time we're gone but we don't know where,
And we don't know here". 

* The Only Living Boy in New York - Simon and Garfunkel.

Estava ouvindo essa música enquanto saia da Tate Britain. Já volto nela...
A Tate, em si, foi surpreendente. Eu sempre fui interessada em arte mas não o suficiente para passar um dia numa galeria. Hoje, foi diferente. Eu simplesmente me perdi ali dentro... Comecei vendo os clássicos, históricos pintores britânicos dos séculos 17 e 18... Gostei muito de dois retratos, um deles era de três crianças LINDAS, netas de um lorde de já faz algum tempinho... Mas os três meninos eram LINDOS! E o pintor fez deles mais lindos ainda. Sei que fiquei meia hora na frente daquele quadro, sem brincadeira. Aí, eu fui passeando. Tinha muita coisa lá (pra variar um pouco)... Os Turners estavam lindos também. Tinha ouvido muito pouco sobre ele nas aulas de artes, então era como se fosse meu primeiro contato com as obras dele. Breathtaking (se existe tradução, é de tirar o fôlego!) Ele tem um tom meio sombrio, gosta de pintar dilúvios. Tinha um que, inclusive, me lembrou um pesadelo que eu tive. Você conseguia notar a feição das pessoas sofrendo ao tentar se segurar em algum lugar... Ele também retratou Londres no século 19, incluindo a construção da ponte de Waterloo. O mais interessante é que você vê no quadro exatamente como a ponte era nessa época... e depois, saindo da galeria, vai até a mesma ponte, vê como o tempo passou e como ela mudou. É uma experiência como nenhuma outra...
Mas voltando à música. Eu deixei a playlist correr sozinha. E, do nada, apareceu-me esse clássico. Eu sentei num banquinho na beira do Thames. Como eu tinha dito antes, era pra eu ter feito nada hoje. Aí, ao invés de fazer nada em Covent Garden, eu resolvi fazer nada na frente do Thames. (Uma boa opção para acordar pra vida, vejam só). Se você tem um cérebro, é meio difícil ficar sem fazer nada mesmo... O meu cérebro começou a pensar. Os meus ouvidos, naturalmente, estavam ouvindo. A minha pele sentiu frio. E os meus olhos estavam olhando. Eu senti o cheiro da Inglaterra. Era como se eu tivesse dormindo por um bom tempo (tipo assim, 17 anos) e ter acordado de repente nesse lugar. E tudo isso só porque eu estava sentada na frente do rio. Eu me senti viva. E, especialmente nesse momento, eu era a única alma viva daquele lugar. Podia estar cheio de pessoas passando, turistas tirando foto, pássaros voando... eu, sentada naquele banco, era a única pessoa vivendo naquele momento. Desculpa o meu egoísmo, mas é verdade. Eu abria e fechava os olhos devagar, respirava fundo como se eu nunca tivesse respirado antes... Eu ria sozinha! E se alguém passasse por ali, ia achar que eu era louca. Não importa, pra mim, não tinha ninguém ali mesmo... O lugar é MEU, a vida é MINHA e, se você não está vivendo, eu estou. E agora é pra valer. Bom dia, vida!

____ filosofando_____

Precisei vir até aqui pra descobrir isso? ... 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

#Fact 10: Exagerada, eu? Exagerado é quem diz que come-se mal em Londres...

Juro, não sei porquê de falar isso agora, deve ser porque eu estou com fome. Mas é sim meio impossível você comer mal por aqui. Esta certo que não se vai em restaurantes todos os dias e às vezes você não curte o tempero, mas é para isso que servem os Sainsbury’s da vida, ou as centenas de Starbucks em cada esquina. Agora, falar mal da comida daqui, me desculpe! Ou então eu realmente perdi a noção de comida boa (e disso, eu entendo!)... Ou então, é porque eu dei MUITA sorte de a minha Landlady (é como se chama a dona da homestay) cozinhar igual a minha mamãe e vovó ou, ainda então, porque eu sei que os Digestives vão matar a minha fome, não importa a hora. Para quem não sabe (fiquei sabendo o nome deles hoje, mas experimentei-os no primeiro dia aqui), os Digestives são o meu mais novo biscoito favorito, assim como os do Tom e do Reino Unido inteiro. Para quem ainda não tem idéia do que eu estou falando ... e de quem eu estou falando. Enfim, só sei que fome eu não vou passar...
Nem sei por onde começar... depois que eu parei. Parar de escrever no blog por um dia vicia! Já estou três atrasada. Bom, na quarta não teve muita coisa, só o meu CAE test que eu quase perdi porque eu jurava que era na quinta-feira. Ainda bem que a minha subconsciência descordou e me acordou no dia e hora certos para eu poder fazer a prova. Fui bem, obrigada. Vamos ver os resultados no final de Janeiro...
Na quinta... bom, primeiro, durante a aula, eu fiquei sabendo que a Candida Doyle (essa aqui , em 95, claro), a tecladista do extinto Pulp (banda que não toca mais hoje e dia, mas eu gosto) vai passar o Natal com a minha teacher Annie e uma colega da Malvern que mora junto com esse amigo da Annie... a Candida, pelo que a Annie me falou e eu entendi, é prima desse Sebastian amigo da Annie e Landlord da Maria Clara. Está confuso, eu sei. Mas eu achei legal porque ela nem é famosa nem nada, pelo menos aí no Brasil, e a banda já está esquecida há uns 10 anos aqui na Inglaterra (depois de terem estourado em 95)... A mesma coisa a Annie falou pra mim: ela não esperava que ninguém (muito menos eu que, em 95, tinha 2 para 3 anos) fosse conhecer a banda e tudo mais... A gente conversou um pouco mais sobre eles, mas quando ela falou no Pulp eu finalmente senti que alguém me entendia... Haha, vai perguntar para alguém aí no Brasil se conhecem eles, enquanto aqui, acho que todos os adultos de hoje passaram a adolescência ouvindo Pulp. Muito legal, era o que eu realmente esperava dos brits... Sei que eu pedi para a Annie, se ela tiver a oportunidade de falar com a Candida, dizer que é uma pena eles não tocarem mais juntos.
Bom, o dia foi musical, aparentemente. Depois da Malven, fomos eu, o Caio, a Maria Clara e a Min para a ...  ABBEY ROAD! Não tenho o que falar, vocês vão ter que ver as fotos mesmo. A vibração daquele lugar é impressionante, só de saber que um monte de gente importante pisou por ali. Aí depois fomos a pé para o Regent’s Park. Por falar em pés, eu acho que perdi os meus, estão moídos até hoje! Andamos MUITO, só sei que atravessamos o parque inteiro (que nem é tão grande assim, comparado com o Hyde Park) e acabamos em Camden Town. Eu peguei o metrô de volta até Waterloo, atravessei a ponte com a vista maravilhosa (e os pés mais que moídos)... e tomei um ônibus para Streatham. Acho que agora vocês entenderam porque eu não escrevi na quinta, não é? Ótimo.
Hoje eu resolvi que não sairia muito. O Caio me levou no Science Museum, que fica na estação South Kensington, onde tem mais 3 museus e o Royal Albert Hall, casa de espetáculos famosíssima. Hoje só deu para conhecer o Science, mas com certeza eu volto lá para terminar o roteiro... O Science, apesar do meu desânimo no começo, é, em si, muito bom (e de graça também)... tem todo o acervo maquinário das Revoluções Industriais, mais algumas coisinhas que eles roubaram dos franceses (que, por sua vez, roubaram de outros povos), mais uma seção maravilhosa de aviões-caça e aeronáutica em geral e, por fim, dois andares espetaculares dedicado somente à Medicina. Impressionante. Eu não tirei fotos porque estava tão entretida que eu não queria parar pra ficar tirando foto de museu. O negocio é ir lá e ver mesmo, na sua frente, porque é de ficar impressionado, sem brincadeira. Ainda mais eu, que gosto dessa área. Sai de lá emocionada, é muito bonito saber toda a historia do avanço da Medicina e tudo que é possível fazer hoje graças às descobertas do passado (e as de hoje também). Vale muito a pena voltar lá. E o mais legal de tudo é que não é um museu convencional, com escritos e imagens somente. Pelo menos na seção de Medicina, eles montaram cada cena (cena mesmo, tipo sala de operação, consultório de dentista do século 19, etc) com maquetes gigantes, bonecos, roupas e equipamentos da época, então você consegue ter uma visão perfeita do que eram os  microscópios, os remédios e tudo mais de cada época. Tem vários vídeos também... Eu poderia ficar um dia inteiro falando sobre isso. Mas eu não vou.
Eu vou parar por aqui, pois é muita informação para um dia só. Preciso de descanso nesse fim de semana! Acho que amanhã vou almoçar em Covent Garden e fazer nada o dia inteiro. Por lá mesmo. Lá é um bom lugar pra fazer nada. Ou tudo, se você preferir. Mas eu, definitivamente, vou fazer nada.

Bye-bye.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

#Fact 9: Chega uma hora que você fica sem palavras para descrever...

... e é para isso que servem as fotos. Aproveitem! (Pra vocês verem, eu usei a palavra ‘monumental’ umas 12 vezes nas legendas)...

Buckingham Palace e St. James’ Park: http://picasaweb.google.com/CellitaPilon/LondonTheBuckinghamPalaceAndStJamesPark#

Vídeos de Buckingham e do Park:

Amanhã tem Abbey Road. Beijos, fui!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

#Fact 8: Na Harrods vende-se um mundo de coisas...

 ... mas não é todo mundo que pode comprar. Eu fiquei extasiada. Passei umas três horas circulando a loja inteira, que tem uns 4 andares (contando o térreo). Cada andar, um setor específico. Para vocês terem uma idéia, lá se vendem desde perfumes até brinquedos, comidas de Natal, chocolates, roupas, calçados, bolsas, eletrônicos, CDs e DVDs , pianos de cauda, móveis, e artigos de esporte e hobbies.  Muita coisa, muita gente perfumada e muito dinheiro (pra ser sincera) demasiado gasto com futilidades. Eu juro que sai deprimida da loja, ora pensando que eram sim um monte de coisas inúteis, ora pensando que, do meu lado fútil escondido bem no fundo, eu gostaria de possuir boa parte dessas coisas. Mas enfim...
 Me contentei gastando quatro libras num doce do tamanho de uma tortinha mini de morango da Dona Deola, que era de framboesa (com framboesas de verdade no topo!) e creme de baunilha. E trouxe pra casa também dois ... doces? Qual é o nome desse treco? Parece um micro-bolinho, uma bolacha assim, recheada. De baunilha também. Muito gostoso. É de uma doceira francesa de dentro da Harrods. Pra vocês verem, já se foram. Agora, como diz a querida Rita Lee, tudo isso vira m&rd@, não importa se foi comprado na Harrods ou no boteco da esquina... (só lembrando que eu gastei duas libras no CD do Oasis que valeu muito mais a pena e vai durar pra sempre).
Anyway, estou meio sem inspiração hoje. Era pra eu ter visitado o Buckingham Palace também, mas logo que eu sai da Harrods, começou a chover (que novidade!) e ai eu me enfiei no metrô Knightsbridge abaixo e vim pra casa. Nada de fotos de dentro (é proibido) e nem de fora, já que a chuva me atrapalhou.
Amanhã tem Liverpool Street e Notting Hill, se o tempo permitir. O tempo, aquele de relógio, que rege a vida das pessoas, e aquele do clima, que define o passeio dos turistas em Londres. Vai depender desse tempo...

Bye.

domingo, 6 de dezembro de 2009

#Fact 7: Passear em Londres é MUITO bom...

...mas tirar o domingão para ficar em casa pode ser melhor ainda. Não que eu esteja cansada daqui (DE JEITO NENHUM, PELO AMOR DE DEUS!!!),  mas é que me deu uma preguicinha de sair hoje. Aí eu pensei, vou dormir até o meio-dia (eu estava precisando), acordar e ver o que faço. Não deu outra: fiquei aqui na minha cama o dia inteiro, de roupão, vendo o dia bonito que fazia lá fora, acompanhando o por do sol às quatro da tarde. Descansei completamente. Falei com a Catarina, a Malu e mamãe. Pensei em estudar para o CAE, mas sorry, não foi desta vez.
Ouvi os três CDs que eu comprei na sexta-feira, sendo que eu já conhecia dois deles inteiros, só comprei porque valiam muito a pena. O “Different Class” do Pulp, mesmo depois da 3658594 ouvida continua sendo fantástico, e agora ainda mais. Em cada música ele fala pelo menos de 3 lugares em Londres, então não é muito difícil ficar fazendo planos para conhecer esses lugares, ainda mais porque agora eu estou aqui pertinho deles. Por exemplo, na última música ele fala do Bar Itália, no Soho, onde eu estive na sexta-feira. Eu passei por ele e nem notei :( ... Haha, podem ter certeza que eu estarei voltando lá pra tirar umas fotinhos desse clássico.
Arrumei minhas coisinhas, vi e revi todas as minhas fotos e fui pro banho. Assim que eu sai, a Pauline e a Akida chegaram. Jantamos todos juntos, cantamos parabéns pra Pauline e comemos outro bolo. Estou no meu quarto, nesse momento, “assistindo” ao jogo do São Paulo pela UOL. Será que meu time leva o título hoje? Hmm, meio difícil, mas não é impossível. Trata-se do Jason, lembra?
Eu sei que parece um domingo como qualquer outro, um desses que eu poderia ter tido aí mesmo no Brasil. Mas é um domingo mais que especial: meu aniversário de uma semana completa por aqui com gostinho de quero (muito) mais.
"There’s only one place we can go. It’s round the corner, in Soho. Where other broken people go. Let’s go."

Até amanhã!

sábado, 5 de dezembro de 2009

#Fact 6: Andar na margem do Thames embaixo da garoa realmente é a coisa mais bonita que existe...

... e não estou sendo irônica, de jeito nenhum. Afinal, a graça de Londres é justamente o friozinho e a chuva, por que não? A coisa mais gostosa que tem é você se sentir como nos filmes onde mostra o Big Ben e a Waterloo Bridge, embaixo da garoa. Eu poderia ter ficado o dia inteiro parada no Victoria Garden, na margem do Thames, olhando pra aquela maravilhosa vista do rio, da London Eye e do Parlamento. Eu sentei ali nos banquinhos da margem e fiquei olhando, deu uma sensação de paz (apesar do protesto barulhento que estava tendo por ali) e tranqüilidade, que nem liguei pro meu casaco todo molhado. Não seria a mesma coisa se eu não tivesse me molhado. Sabe quando cai a ficha? Pois é, amanhã faz uma semana e só hoje me caiu a ficha. As fotos estão lindas, vão lá ver!
Depois, andamos mais um pouco em direção ao Whitehall, London Eye e Embankment e entramos nessa estação, para irmos a London Bridge (ficava um pouco longe demais para ir a pé, e estava ficando escuro). Eu tinha falado pro Carlos que eu queria sair ao meio-dia para poder ficar bastante nos dois lugares, mas ele enrolou até uma hora da tarde e a gente ainda pegou transito até Brixton, então, tivemos pouco tempo para ficar no centro (e eu também não queria voltar mais tarde). Enfim, chegamos a London Bridge Station e andamos mais um pouco em direção ao Thames para checar a belezura da Tower Bridge. Estava fechada para os barcos, portanto, a gente não viu ela se abrir, como nos filmes. Era fim de tarde já, a ponte estava começando a se iluminar. As fotos dali ficaram ótimas também. Ficamos mais um tempinho observando e a mesma sensação anterior tomou conta de mim. A margem do rio, seja na altura da Waterloo ou da Tower Bridge, me deixaram extasiada. É definitivamente uma das coisas mais bonitas que eu já vi na minha vida... e é de graça. Nenhum dinheiro no mundo pagaria o que eu senti naquele momento. O mexicano ficou me pentelhando, então eu resolvi que já era hora de voltar. Passamos por uma praça-mercado super chique na volta até a estação de metrô, onde tinha alguns pubs e restaurantes finos com vista para o rio e para a ponte. Uau!
Chegamos por aqui umas seis da tarde, eu fui pro banho e ele para o computador, pra variar. Ele é uma dessas pessoas que quase nunca fala com você perto das outras, mas na primeira oportunidade, começa a te encher o saco com coisas aleatórias... e em espanhol. Hoje, quando estávamos no Victoria Garden, eu falei pra ele que eu estava aqui para falar inglês e somente inglês, mesmo que eu entendesse português e espanhol, eu não queria saber disso. Ele insistiu. Eu também, eu sou teimosa! Eu disse pra ele que eu só responderia se ele falasse em inglês comigo, afinal, é para isso que estamos aqui, para aprender, não importa se ele falar errado, eu corrijo. Viemos todo o caminho falando em inglês, está vendo? Haha.
A Miss Pauline não está, a Akida (a filha simpaticíssima dela que eu conheci hoje de manhã) levou-a para sair o dia inteiro, já que amanhã é o aniversário dela. Não sei onde elas foram, pra falar a verdade, só sei que me disseram que voltam tarde, portanto, eu e o Carlos já jantamos e estamos cada um nos seus respectivos quartos. Ele acabou de entrar aqui, tive que parar de escrever por um momento para passar as fotos que eu tirei dele com a minha câmera para o celular dele, por Bluetooth. Cara folgado! Bem, ele já se foi.
E eu estou aqui. Falem comigo, minha gente! Amanhã não pretendo sair, quero dormir até tarde e fazer nada, pois segunda começa tudo de novo e é hora de explorar o norte. Terei Notting Hill e a Abbey Road pela frente. Você vão ficar sabendo de tudo... aah, e o meu CAE test na quinta-feira. Vou aproveitar para estudar um pouquinho amanhã...

Beijinhos!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

#Fact 5: O tempo voa e a distância é curta em Londres!

Ai, se eu for falar pra onde eu fui hoje eu fico até amanhã escrevendo, portanto, deixem de ser preguiçosos (como eu) e visitem meus dois álbuns de foto de hoje em http://picasaweb.google.com/CellitaPilon , tem fotos do Soho, onde eu fui de manhã, Covent Garden, Piccadilly Circus, Oxford Street e Regent Street, no centro, onde eu fui de tarde. É, andei bastante hoje... a pé. Nada de metrô para ir de um lugar para o outro, Londres está ficando pequena ao meu ver. Agora que eu já estou familiarizada com tudo, posso explorar mais lugares... O tempo voa também, quando eu vejo, já está na hora de voltar para casa. É um bom caminho até aqui, por isso que eu não posso ficar indo e voltando toda hora, além disso, o trânsito é meio complicado. Hoje eu resolvi voltar de ônibus de novo, passando pela London Eye e o Big Ben. Vou ver se eu tomo vergonha na cara e vou lá amanhã tirar umas fotos decentes. Vi também, só hoje, onde fica o St. Thomas Hospital (é sempre bom saber né), fica na margem de lá do Thames, junto à London Eye, na Waterloo Station. É do lado oposto do Parlamento e do Big Ben. Se não chover amanha, com certeza eu estarei por aqueles lados.
O café da manhã no Breakfast Club com o pessoal da Malvern foi muito bom, a Annie, além de ótima professora (ela nos falou hoje que estudou Inglês em Cambridge!) é uma fantástica guia de turismo pelo Soho, aprendi muitas coisas por ali. O ambiente é muito agradável e hoje o dia estava especialmente lindo, mas ainda frio. Tem muitas curiosidades sobre esse bairro, eu fui postando-as conforme fui lembrando e vendo as fotos, estão todas nas legendas. Vale a pena ver, viu? Pra deixar um gostinho, tem algumas coisas sobre o Sir Paul Macca, cólera, Sex Shops, Pubs Gays, Lojas Chiquérrimas e Karl Marx. Realmente, é um pedaço bem exótico de Londres.
Bom, poucas palavras dessa noite definitivamente não resumem o meu longo dia, mas dá pra ter uma idéia. Amanhã tem mais!

Night night.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

#Fact 4: Esse vai ser o aniversário mais bem lembrado de toda minha (longa) vida.

É, então, pra quem não sabe, today is my birthday. Seja cara-de-pau e deixe um comentário aqui em baixo se você esqueceu, que aí eu te perdôo.
O dia começou bem, não choveu, mas me atrasei para a Malvern House porque um trem em outra estação quebrou e, conseqüentemente, toda a linha do Piccadilly Circus parou, ainda bem que eu estava na estação, teve gente que ficou presa no túnel. Enfim, subi e peguei um ônibus, só que demorou mais um pouco. Mas cheguei. Hoje fiquei sabendo que uma das minhas colegas, a Katharina (alemã), está de saída, amanhã é o último dia dela. Hoje ela levou alguns docinhos e aproveitaram para cantar parabéns pra mim hoje. Me senti tão especial...
Eu estava planejando conhecer o Covent Garden, mas estava tão frio e eu com tanto sono (sinais da velhice), que acabei aceitando o convite de esperar pela Katharina até 1 da tarde na salinha dos alunos (nossa aula acaba às 11, mas ela fica até a 1) para a gente ir ver a árvore de Natal gigante na Trafalgar Square e almoçar no McDonald’s. Porém, saímos nós e mais o Caio para a casa de uma outra colega, que mora perto de King’s Cross, a Min. Íamos almoçar lá e então ir ver a tal árvore. A Min cozinhou pra gente, foi a primeira vez que eu comi comida Coreana, mas não tem diferença em nada: tinha alface, pepino, arroz... é só o jeito de preparar que muda. Estava gostoooooooooso! A gente conversou bastante sobre os costumes de cada país no Natal e nos aniversários. A Katharina me contou (os outros contaram também, mas o dela é o mais interessante e o único que eu lembro agora) que, ao invés de colocar 17 (no meu caso) velas no bolo, os alemães colocam uma a mais, para simbolizar o próximo ano da sua vida, assim, você tem a expectativa de comemorar um ano a mais. Interesting, isn’t it? Depois, resolveram cantar parabéns pra mim, cada um na sua respectiva língua. A musiquinha é a mesma, o que muda são as palavras. Teria sido somente legal, mas foi HILARIO, porque eles resolveram cantar tudo junto e ao mesmo tempo! Então imaginem uma musiquinha simples como o “Parabéns a você” cantada simultaneamente em português, alemão e coreano. Ai, gostaria de ter gravado isso! Na minha memória vai ficar por um bom tempo, com certeza!
 Bom, deu umas quatro e meia e (já estava escuro) saímos todos nós em direção a Trafalgar para ver a tal árvore (dêem uma olhada nas fotos que eu tirei do nosso passeio no ônibus! Haha... ficaram ótimas!) Como eu já estava meio atrasada, achei que a Pauline ia ficar preocupada, nem fui com eles até o final. Desci na Holborn e peguei o metrô de volta e, ainda bem que eu vim “cedo”, porque hoje o trânsito estava um caos! E olha que nem choveu. Pra vocês terem uma idéia, o metrô levou o mesmo tempo que o usual, mas na saída de Brixton, para pegar o ônibus até aqui, eu tive que ficar esperando quase 20 minutos, quando o normal é no máximo 10.  E ainda, as ruas estavam lotadas, levou mais meia hora pra eu chegar em casa. Confesso, fiquei com medinho.
MAS EU ESTOU AQUI... e tive uma surpresa muito agradável. Agora no jantar, comemos e conversamos como o usual, assistimos à TV, etc. Na hora da sobremesa, a Pauline saiu e mandou a gente esperar, e o mexicano começou a cantarolar. Ela então entrou com um bolinho LINDO de recheio de morango (daqueles decoradinhos, branquinho, fofinho) com 17 velinhas acesas (eu contei depois, eram 17 mesmo)... cantando parabéns pra mim! Aí ela me abraçou, e falou “Você acha mesmo que eu esqueci do seu aniversario?” AAAAAAAAAA, eu adoro ela! (mãe, não fica com ciúmes). Ela me escreveu um cartão, em nome dela e da filha Akida (que chega amanha à noite). Vou guardar para sempre! É, com certeza, um dos dias mais memoráveis da minha vida.
Recebi muitas mensagens de vocês, obrigada! Eu sei que vocês lembraram de mim e bateu aquela invejinha saudável.. tudo bem, faz parte. Em mim, bateu aquela saudadezinha saudável. Não quero ir embora, mas também queria estar aí.
That’s all. Ano que vem CONSEGUE ser melhor? Hmm, acho que não.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

#Fact 3: Não ha lixeiras nas estações e nem dentro dos trens do metrô por motivo de segurança.

             Muito bem, isso foi o que eu aprendi hoje na minha aula de inglês, quando estávamos falando sobre guerra e terrorismo. A Annie comentou que os terroristas adoram deixar bombas em lugares como lixeiras, portanto, após aquele atentado que teve aqui há alguns anos, eles resolveram remover as lixeiras dos Undergrounds da vida. É isso sim, meu caro futuro visitante de Londres, você vai segurar seu lixinho até a rua mais próxima, pois, mesmo sem lixeiras no metrô, o lugar é limpíssimo e nenhum brasileiro porco vai mudar isso.
Pois bem, hoje eu estive no British Museum. Estava um dia limpo e fresquinho, garoou um pouco quando eu sai de casa.  O museu fica atrás da minha escola em Bloomsbury (Holborn), mas eu só fui descobrir isso depois de ter lido o panfleto que diz que a estação mais próxima do museu é a Tottenham Court Road, e então ter andado a Great Russell Square inteira pra chegar lá. Eu fiz isso. Para descobrir que era MAIS fácil ir por Holborn, na saída do museu eu peguei um temporal DAQUELES e sai correndo pro lado oposto de onde eu vim (coisa INSENSATA para quem é novo na cidade), mas eu não me ferrei, pois eu dei de cara com a Bloomsbury Square (nome familiar pra vocês?). Pois é, era muito mais fácil ter ido por ali, dava uns 5 minutos andando. Eu literalmente corri né, mas não adiantou, tive que estrear meu guarda-chuva “I (L) London” bem hoje... cheguei ensopada de novo em casa, acho que isso vai virar rotina por aqui.
Por falar em casa, tem uma certa pessoa que quer saber como é por aqui. Então, para não ficar igual papagaio repetindo a mesma coisa pra todo mundo, eu te direi: é uma casa daquelas grudadas em centenas de outras casas parecidas, num bairro onde tem sua avenida principal, onde fica a parada do ônibus. As casas aqui são velhas, do tempo da Revolução Industrial, pra você ter uma idéia. Eu não estou gozando não, é verdade, olhando pela minha janela dá pra ver isso, pelos quintais, são todas de tijolinho vermelho, envelhecido e com algumas chaminés parecidas com aquelas que a gente vê nas casas dos livros de História... A casa da Miss Pauline é reformadinha por dentro, bem confortável e quentinha. Tem o térreo, onde tem a sala de TV. Aí tem o primeiro andar, onde fica o banheiro único e o quarto do mexicano; no segundo andar tem os quartos dela e da filha; no terceiro andar fica só o meu e no último andar tem um banheiro em reforma, segundo ela. Não fui lá espiar ainda. A cozinha e a lavanderia, bem como o acesso para o quintal (que eu também não fui ainda, pois não fui apresentada a ele) fica tudo no “basement”... é tipo um andar abaixo do nível da rua, todas as casas tem isso aqui, mas não é porão fechado, igual aos americanos. Geralmente esses andares abaixo têm uma saída para a rua com uma escadinha. Mas enfim, é aquelas casinhas estreitinhas, a escada também é, só passa uma pessoas por vez. É muito aconchegante, pra falar a verdade. Ela é muito fofa também, hoje eu ganhei um abraço de mamãe dela! (mãe, não fica com ciúmes). Ela é daquelas do tipo maezona, a filha está na faculdade e então ela, para não ficar sozinha, recebe estudantes do mundo inteiro. Ela foi (é?) professora, agora é diretora de uma escola local. Cozinha MUITO bem (ela fez uma batata recheada que nem te conto! Nunca achei que fosse comer bem, pelo jeito que me falaram daqui); janta conosco e sempre está ajudando a gente com o inglês e essas coisas da vida na cidade. O Carlos é um sujeito meio estranho, separo um dia para falar dele em especial, hoje não.
Tenho que falar ainda o que eu fiz no museu, afinal, eu não só passei por ali pra depois pegar chuva. Para não repetir o que eu postei no Twitter (olhe aqui do lado), direi que o lugar é muito grande mesmo, não deu pra conhecer tudo. Dá pra se perder lá dentro. Mas é fantástico. E organizado, como tudo por aqui. Dei uma passada na Grécia Antiga, Roma estava fechado. Egito, só o essencial. Subi para ver as Américas, estava chato. Fui para o setor Britânico, desde a Idade Média (me lembrou meu irmão, fala dos Celtas, etc), passando pela Dinastia Tudor até os dias de hoje. Europa também, desde a Idade Média, Romantismo, Neoclassicismo, Revoluções, bla-bla, tudo o que eu vi esse ano em História e Literatura, na minha frente. Eles tem moedas, objetos, esculturas no acervo, então fica muito mais interessante. Vale a pena ir, além do mais, todos os museus são de graça, então desculpa não tem!
Voltei por Brixton, finalmente consegui comprar a revista que eu estava procurando com o U2, Macca, Amy e o Tom do Keane na capa, mas logo ela foi batizada com a formosa chuva de Londres. Isso é maravilhoso. Esta todinha molhada! Mas tudo bem, não molhou o Sir nem o Tom., então está valendo.
Deixa eu fazer lição de casa?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

#Fact 2: Fique sempre à direita! (Stand on the right, please!)

Sim, senhores, dia numero dois, noite numero três aqui e o que eu aprendi hoje foi que, não importa onde você esteja, esteja sempre do lado direito. Não é pra dar lição de moral nem nada do tipo... é que, no metro, no ônibus, em escadas e em qualquer lugar que você possa imaginar que tenha pessoas, ou filas (eles amam uma fila), fique sempre do lado direito na direção em que você está indo. Digo isso porque, senão, você tem grandes chances de ser atropelado por um inglês apressado. Aprendi na marra ontem, por isso, compartilho a minha experiência própria com vocês.

 _______________ pausa para respirar e pra deixar bem claro que não, apesar de ter aprendido não foi trombando com o Príncipe William ou até mesmo o Harry. Não trombei com ninguém ainda, nem de propósito, juro!___________________________________________________________________

Bom, até agora eu já visitei um monte de lugares bonitos e cheirosos (incluindo o aeroporto de Heathrow que é, em si, o lugar mais cheiroso de Londres), cheios de pessoas bonitas e cheirosas. Quer dizer, a maioria delas... e a maioria destas são inglesas. Mas enfim, eu não estou puxando a sardinha de ninguém.
             Hoje eu conheci a minha professora oficial da Malvern House, a Annie. Uma sujeitinha com um sotaquezinho lindo, deve ter uns 20 e poucos anos, com o cabelo curtíssimo, despojada, simpática, e loira. Vestia umas roupas todas largadas, e me recebeu super bem (ao contrario do professor que substituiu ela ontem). Por falar nele (preciso falar nele!), David Sei-la-o-que (só fiquei sabendo o nome dele hoje, nem se apresentar ele teve a decencia!), apesar do mal humor e da quietice, era um sujeito bem interessante... O cara me lembrou o Jarvis Cocker do Pulp na epoca em que o Pulp era o Pulp dos anos 90 (aaaaah, o Tio Jarvis pra quem não conhece: http://popshifter.com/wp-content/uploads/2008/05/jarvis-cocker-by-mark-seliger.jpg), só que um pouco mais alto, mais magro, portanto, mais encurvado ainda. E ele era ruivo! Imagine. Ok, pare. Haha, uma gracinha pra quem conhece. E pra quem gosta, claro. O sotaque dele era PERFEITO! Todo polido e educado, mas sério. Demais pro meu gosto. Ainda bem que eu não vou ter aula com ele... Ia ser meio difícil...
Bom... ai hoje eu visitei a Avenida Paulista de Londres, também conhecida como Oxford Street, que é linda e cheirosa como tudo na cidade (será que Paris também é assim?) Eu fiquei até mais tarde na rua, devido ao meu speaking test do CAE, que foi na Southampton Row, perto do Russell Square Garden. Tem fotos no Picasa. Bem, eu fui bem, obrigada, foram todos os professores receptivos e engraçadinhos no jeito britânico de ser, com suas piadinhas engraçadinhas. Eu fiz o teste com uma italiana e eu adorei o jeito que cada um pronunciou o meu nome: tanto a italiana como os ingleses. Alias, hoje foi a primeira vez também que eu ouvi alguém diferente tentando falar o meu nome, alem da Miss Pauline. E do Carlos, meu irmão mexicano.
Na saída, (eu sei que o texto está grande, mas prometo que acabo logo), ao invés de pegar o Underground como sempre faço, peguei um ônibus  (no andar de cima!) direto da Southampton até o meu bairro, que chama STREATHAM, mãe. Não é um palavrão... Pois bem, foi a primeira vez que eu vi o caótico transito paulistano, quer dizer, londrino, e, por não ir por baixo dos túneis, foi a primeira vez que eu cruzei o Thames, na Waterloo Bridge. Dali, eu vi a London Eye e o Big Ben. Já sei onde é que eu vou passar meu sábado e domingo... haha. Não! Eu ainda não fui lá, você acreditam? ... foi uma hora e meia ao todo, isso porque na plaquinha indicava que o trajeto levaria no máximo 40 minutos, passando por Kensington e Brixton. Aaaa, big cities! Cheguei em casa exausta, eram quase sete e meia da noite. Ai, que coincidência! Encontrei com a Miss Pauline saindo com seu maravilhoso e confortável carro (que, oh!, tem a direção no lado direito!) na esquina da Westcote Road (aqui)... me falou pra eu ir pra casa comer, que meu jantar estava no fogão (lembrem da cena que Peter Parker volta pra casa e a Tia May deixou um bilhete pra ele... Spider Man 1, assholes!) e que ela ia pra uma reunião. Olha só, neste exato momento ela chegou, me desejou boa noite e acho que está na hora de dormir. Eu vou. Desculpa a canseira, é que eu tiver que contar dois dias hoje.
            Tinha muito mais. Tem os detalhes. Mas...

Bye.

domingo, 29 de novembro de 2009

#Fact 1: A chuva de Londres é doce!


Nada de imagens de Londres ainda para aqueles que as reclamam, vou fazer isso amanha quando meu pseudo-irmao mexcano me levar pra conhecer a cidade (e é claro que eu vou fazer um suspense básico para com vocês meus queridos amigos e amigas). A Ms. Pauline já me adiantou tudo, do ônibus aqui da esquina ate a estação Brixton (Sim, aquela onde fica a Brixton Academy onde teve um dos melhores shows do Keane ever!). Da Estação Brixton: Tube até o Green Park, baldeia e vai até Picadilly. Aí , meus amores, é só aproveitar!

Tem algumas do aeroporto em Amsterdam. Não do aeroporto em si, pois não deu tempo, mas do avião que gentilmente me trouxe até essa terra maravilhosa. Só preciso adicionar que, assim que eu sai perdida do Heathrow e encontrei o meu taxi, eu estava quase botando todo meu café da manha pra fora (foi a segunda sensação no mesmo dia) e o motorista (que com certeza era árabe) ainda fez o favor de ficar correndo e ir pelo caminho mais comprido (ao meu ver). O fato era o seguinte: muita coisa num dia só. Eu precisava me acostumar a ter o motorista dirigindo do lado direito. Depois, ter todo o transito do lado oposto. Depois, tentar descobrir onde é que eu estava, afinal, é um lugar completamente novo para mim. Então, reparar em cada tijolinho de casa casinha de cada ruazinha escondida atrás de árvores altas e maravilhosas, dando aquele aspecto de final de outono e começo de inverno. E choveu! Choveu em Londres quando eu cheguei. Eu fiquei tonta. Eu estava MORRENDO de fome e querendo vomitar ao mesmo tempo. Só lembro que eu encostei no banco, abri a janela, e deixei a chuva cair, de modo que se eu sentisse pelo menos alguma coisa fria no meu rosto iria me fazer acordar. Eu não estava acreditando. Não estou até agora, para ser sincera. O motorista devia pensar que eu era louca: um frio de rachar, a menina com a janela aberta tomando água da chuva. Não é pra menos que ele literalmente ME LARGOU na frente da porta da casa da Ms Pauline, toda ensopada, e radiante por descobrir que a chuva de Londres é doce. São poucos que reparam. E hoje foi só o primeiro dia...

Depois eu conto da casa fantástica (e inglesa) na qual eu estou morando, e as duas pessoas mais simpáticas (por incrível que pareça) com as quais eu estou convivendo.

Boa noite!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Four-To-Go

Só hoje eu me dei conta que faltam SÓ quatro meses para a minha viagem. Eu sei que vai parecer meio repentino para vocês que vêm aqui pela primeira vez, mas a minha viagem está sendo organizada desde maio. Eu não menti, só omiti. Hoje, eu posso afirmar com certeza que vou, afinal as passagens estão compradas, a matrícula feita e o teste de nível também. Tem muita coisa pra ver ainda, a inscrição do CAE pra fazer pelo correio (que chique) e toneladas de coisas pra comprar. As aulas começaram faz dois dias aqui apenas, e eu mal posso esperar pelas férias de novo.

Como andei comentando na escola, a passagem de volta (Londres-São Paulo) eu estou vendendo pela metade do preço, afinal, eu não vou usar mesmo! Hauahaha. Se você por acaso estiver em Londres dia 28 de Janeiro de 2010 e quiser usar a minha passagem de volta, avise-me. Será um prazer! (not).

Bom, o que está confirmado por enquanto: eu vou no sábado, dia 28 de Novembro. E ainda tem a última aula da Cultura, ou seja, teste, na mesma manhã. Eu nem vou ficar nervosa né, mas tudo bem. Isso por que a insistente professora do MAC 1 me pediu gentilmente para fazer mais um nível antes de abandonar de vez a Cultura, e como se não bastasse, para que eu fosse direto pro MAC 3. Então, eu tive que fazer prova, mas tudo bem. A Cultura é o de menos. Vou até sentir falta quando voltar.

As minhas aulas no Rio Branco acabam (espero) no dia anterior à viagem (27), e eu não vou ter muito tempo para organizar as coisas do ano seguinte, já que eu volto um dia antes das aulas recomeçarem. O meu tempo vai ficar extremamente apertado, espero não ficar me corroendo com isso enquanto eu estiver lá. Vê se me esquece pÔ!

...

Depois eu escrevo mais. QUATRO MESES! My God. Acho que já pode começar a contagem regressiva, não é?